domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dores intermináveis

A chuva continua caindo lá fora
O frio chega, a dor aumenta
Chuva, frio e dor parecem como uma âncora
Que com o passar do tempo torna-se uma tormenta
Eu já não sou como antes
Minha mão e meu joelho não são como dantes

Os movimentos perdi
Mas por isso não me abati
Sei que mesmo não estando 100%
Vou tomar tento
Para que o melhor de mim eu possa dar
Porque nos outros eu não preciso me deitar

Sempre fui uma pessoa de me virar
E não é por causa dessa dor que vou deixar de lutar
Deixar de fazer o que sempre fiz e quis
Porque da morte me safei por um triz
E sei que a mão é a seqüela disso
Mas jamais vou esquecer do meu compromisso

Compromisso que firmei comigo
Compromisso de lutar pelos meus ideais
Mas não esqueço do perigo
Porém, não vou desistir jamais
Penso na possível conseqüência
Mas o que me faz tentar é essa minha eloqüência

O que é a dor da mão?
Para quem sofreu muito a dor do coração??

Posso até estar sendo exagerada
Mas pela dor fui privada
De fazer o que tando amava
Por isso me sinto como uma escrava
Que tem seu desejo acorrentado
E do seu sonho é apartado e sofre calado

Naiara Conterno

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